Enviado por: Bruna da Silva
Estava
começando uma nova fase na minha vida, eu a considerava a melhor, há minha
hora. Só que, como sempre, nada estava
100%, eu ainda estava sozinha, sem namorado, um rolo ou lance qualquer. No
ônibus que eu pegava pra ir trabalhar, um rapaz sempre chamava a minha atenção!
Ele era simplesmente perfeito aos meus olhos! Eu ficava alí, sentada, olhando
para ele, pensando em um monte de coisas.
Como só
pegava o ônibus depois de mim, ele sempre ficava em pé, e sempre longe. Mas um
belo dia o ônibus vazio e ele entrou. Me olhei dos pés a cabeça pra ver se
estava tudo em ordem. Ele foi se aproximando, até que sentou ao meu lado! E
agora, puxo assunto? Finjo que tem alguém me ligando? Encosto minha mão
“sem-querer” nele? Depois de tantas alternativas, adivinhem só o que foi mais
forte e involuntário ocorrido? Eu dormi!
Numa
quarta-feira, ele desceu do ônibus, desci também. Ele caminhava
consideravelmente rápido, eu tentei acompanhar. Então, por impulso (eu sempre
faço as coisas sem pensar e sempre me dou mal), eu soltei um : “PSIU”. Ele
olhou, fiz sinal com as mãos para parar, ele parou. Então nós conversamos um
pouco e acabamos trocando telefone, e-mail, etc.
Algumas
conversas depois, acabou rolando o primeiro beijo, depois de alguns dias
marcamos de nos encontrar em um shopping. Começamos a ver vitrines, coisa que
não gosto muito de fazer se não vou comprar, mas enfim. Entramos numa loja, ele
me pediu opinião.
Eu: “Acho
que você fica bem de xadrez.”
Ele: “Se
você quiser me dar de presente, eu aceito!”
Assim,
ele me pediu uma camisa na maior cara-de-pau. Eu ri, já pensando no desastre
que estava por vir.
Entramos
na fila do cinema. Ele comentou que queria saber o preço da entrada, mas já era
a nossa vez no caixa. A moça do caixa disse que as duas entradas davam R$26,00.
Ele pegou uma nota de R$20,00 e ficou ali, com a carteira aberta, fingindo ter
notas a mais para dar. Eu vi, não tinha mais nada! A fila aumentando, as
pessoas comentando e meu rosto pegando fogo, falei:
- Quer
que eu pague a minha?
- Se você
quiser…
Dei R$
50,00 para o caixa e pedi pra que tirasse dalí as duas entradas e ele me dava
os R$ 20,00. Na hora que a mulher do caixa foi me dar o troco, ele meteu a mão
e pegou o dinheiro (O MEU DINHEIRO!!!) e enfiou no bolso!
Eu fiquei
sem saber oque fazer, isso nunca tinha acontecido. Ele resolveu me oferecer um
lanche, as opções que ele me deu FORAM Bob’s ou Mc Donald’s. Escolho o Mc
Donald’s e a figura me solta:
- Mas
Bob’s é mais barato!
- Tudo
bem, mas eu quero Mc Donalds!
- Com
batata e refrigerante?
- Claro,
eu NUNCA comi um Big Mac sem batata e refrigerante!
Eu não
escolhi direito onde iríamos lanchar o que íamos lanchar, mas enfim, até que o
Mc Donald’s quebrava o galho. O problema foi à forma de pagamento: COM O MEU
TROCO!!
Depois
disso eu reclamei, falei mesmo o absurdo que ele pagar a conta com o meu
dinheiro. Já pensou como seria se toda vez que fossemos sair, ele usasse o meu
suado dinheiro pra pagar?
E eis que o espertalhão me diz: Bruna, eu
entendo. O dia que você me falar que tá sem dinheiro, tudo bem, nós vamos outro
dia! Depois desse dia, não quis mais saber dele e toda vez que estou com contas
a pagar, penso em ligar para o sem vergonha e cobrar meus cinquentinhas! hahaha
Hoje isso
me faz rir! Mas só hoje!
É mole?